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Ser Trader: A disciplina de um trader

A disciplina de um trader é o fator determinante para seu sucesso (entenda como sobrevivência) no mercado financeiro. O mercado é eficiente em jogar os que não são para fora e manter sempre os mais aptos a continuar. Então, nesse post, iremos nos aprofundar um pouco mais em Disciplina!

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Como eu posso ser mais disciplinado?!

Pois bem! Isso não é uma coisa que vem do dia para a noite. Não é algo que você compra numa loja na sua esquina ou se aprende fazendo o curso de algum outro cara do mercado.

Assim como a autoconfiança (e a CONSISTÊNCIA), a disciplina deve ser construída, tijolo por tijolo. Ou seja, um dia de cada vez

Muita gente tem dificuldades nisso, pois somos adestrados a receber ordens de um nível hierárquico maior, e executá-las sem questionar muito. Porém, quando vamos para o mercado, as decisões são tomadas por nós, e é de nossa total responsabilidade.

Sendo assim, tomar uma decisão torna-se um fardo, afetando diretamente nossa disciplina, por que quanto mais tomamos decisões que não tem os resultados que esperamos, mais tendemos a buscar algo diferente, e isso nos prejudica ainda mais, tornando tudo um ciclo vicioso.

 

Uma questão de hábito

Como já foi falado aqui no blog, nós criamos HÁBITOS E ROTINA, para ajudar a controlar o mundo ao nosso redor.

E quando se cria uma rotina de práticas e analises, você desenvolve mais rápido sua disciplina.

Quando você pratica o que aprendeu, seu cérebro guarda aquela informação, criando uma conexão neural (ou sinapses) e quanto mais você repetir, mais rápido essa conexão fica.

Quando você analisa os resultados das suas práticas, seu cérebro armazena o que  é bom (as atitudes que te levaram a acertar) e o que é ruim (as atitudes que te levaram a errar). A partir dessas informações, seu cérebro vai buscar o prazer de ter acertado com mais frequência, evitando os erros.

Porém, não podemos ignorar nossos erros, pois sem eles não haveriam aprendizado. Então, eles vão servir de mais material de estudo. Nossos erros são a base da nossa evolução.

É importante ter um Diário de Trade para se anotar essas experiências. Se não tem um, toma vergonha na cara e crie um simples no seu excel!*

* Vou fazer um post sobre o Diário de Trading e vou mostrar o meu modelo. Eu o fiz para atender as minhas necessidades, então pode servir como base para você montar o seu

Uma questão de escolha

Outro ponto importante é saber seguir seu plano, sua estratégia… Muitos traçam planos de trading, aprendem uma estratégia mas não seguem como deveriam, seja por medo, falta de confiança (no operacional ou em si mesmo) ou por falta de controle emocional.

Quando não seguimos um plano traçado por nós (como dito no começo, a tomada de decisão torna-se um fardo) nós ESCOLHEMOS a indisciplina. Sim, isso mesmo, escolhemos.

Nos deixamos levar pelos sentimentos do mercado (raiva, estresse, ansiedade…) e escolhemos sair do plano, que foi traçado quando você estava em seu modo mais racional possível.

Quando tomamos um loss, e queremos “recuperar” o prejuízo, estamos fazendo uma escolha de sermos indisciplinados, pois queremos nos vingar do mercado, vendo operação fora da estratégia, em um lugar nada a ver…

Então, a disciplina torna-se uma escolha. E deve ser feita de forma racional. Para ajudar, veja esse post sobre As REGRAS DA ATIVIDADE DÍFICIL.

 

Uma questão de repetição

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Muitos, quando erram uma pequena quantidade de vezes e já querem mudar de operacional, mudar a estratégia, aprender coisas novas, sem de fato ter aprendido as antigas.

Disciplina necessita de resiliência e repetição. Ela é moldada a partir dos erros cometidos e da capacidade de se manter focado.

Isso quer dizer que a cada erro cometido, analisado e que se tenha aprendido alguma lição,você se torna mais disciplinado, se mantendo fiel a sua estratégia.

E não estou falando de algo de um ou dois meses não… Estou falando em praticar por alguns anos.

Quanto mais se pratica e se repete, mais fácil se nota qualquer detalhe. Não adianta querer fazer curso com alguém que está a 10 anos no mercado, e achar que com 6 meses de estudo você vai estar no mesmo nível do que o professor… Você não vai estar nem perto…

Portanto, permita-se a um tempo de maturação. Crie raízes no que você está fazendo. No começo do aprendizado, tudo é difícil, mas com o tempo os obstáculos vão ficando menores. (Isso, claro se você aprender com os erros).

 

Vazio (Ensō)

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Simbolo do Ensō

Esse é um termo que eu gosto muito. Eu fui apresentado a ele ao ler um livro chamado O livro dos cinco anéis, de Myamoto Musashi.

Nesse conceito de “vazio” ele aborda como se fosse na verdade, a soma de tudo. Ou seja, tudo o que você aprendeu, leu, praticou, viu, ouviu e por aí vai.

Quando estamos nesse nível, nossa mente não se preocupa em pensar na técnica, você age.

Nesse estado “vazio” você reage de forma automática as coisas, sem parar para pensar muito, pois sua mente está processando tudo muito rápido. Por isso, alguns traders mais experientes conseguem ver aberturas no mercado que os iniciantes não conseguem.

Você já praticou tanto que as suas conexões entre o que você vê no gráfico, o que você sabe e qual decisão tomar, é tomada em um instante que quando percebe, já está posicionado. E a análise do gráfico, vem logo depois, só para poder confirmar.

Não confunda isso com estado de fluxo. Aqui (no “vazio“) você está de forma racional. Pense que esse estado é um nivel acima do se manter racional, enquanto no estado de fluxo, todo o conjunto (emocional e racional) estão em harmonia e você realiza suas tarefas meio que sem perceber.

Então, pratique muito, mas muito mesmo. Estude muito. Ganhe tempo de tela primeiro e depois aprenda as teorias. Assim, você vai construindo sua disciplina, que te leva a consistência.

 

Ser Trader: Lidando com o medo

Todos nós temos medo de alguma coisa. Seja de altura, de algum animal ou até de uma situação. O que nos diferencia é a resposta para a pergunta: Como estou lidando com o medo?

 

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Medo? Quem nunca…

Esse sentimento está enraizado na nossa mente e não tem como fugir. Até por que, se não fosse pelo medo dos nossos antepassados, não estariamos aqui hoje.

O medo não está enraizado em nós sem um motivo. Ele serve para nos alertar de perigos, reais ou imaginários, e ativar nossa defesa.

Quando sentimos medo (ou ameaçados), nosso cérebro entra em modo de fugir ou lutar, como eu já expliquei no Post sobre FRUSTRAÇÃO E ESTRESSE.

Ele ativa certas regiões do nosso cérebro que nos colocam em uma “visão de túnel“, impedindo que vejamos outras coisas ao redor.

Se há uma ameaça real, como por exemplo algo contra nossa vida, nosso corpo desvia energia para os músculos inferiores e superiores para que possamos nos defender ou fugir da ameaça.

Quando essa ameaça é imaginária, como por exemplo estar “preso” em alguma situação, nosso cérebro começa a ficar dentro de um CIRCUITO FECHADO, e dependendo da intensidade, ativar aquele MODO DE AUTODESTRUIÇÃO

 

Grandes decisões, grandes medos

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Nós como seres racionais (em geral, na menor parte do tempo possível) criamos HÁBITOS E ROTINAS, afim de manter o controle do ambiente a nossa volta. Somos dominadores por excelência.

Sendo assim, é completamente normal criamos zonas de conforto com algo que nós fazemos repetidamente. Um bom exemplo é observar alguém que trabalha em alguma empresa privada.

Quando trabalhamos, criamos uma rotina, desde de o horário de sair de casa e qual condução pegar para chegar, até em como vai ser nosso dia na empresa, por exemplo.

E se algum imprevisto acontecer no meio do percurso – Um engarrafamento ou um erro cometido durante o trabalho – nos gera uma sentimento de medo, que logo se transforma em stress.

Pode ser um medo de algum julgamento ou medo de perder o emprego, que acabam gerando esse stress e com isso, seu dia vai ficando horrível. Um dia bom é um dia sem imprevistos, certo?!

Porém, quando tomamos a atitude racional de sair da nossa zona de conforto e fazer algo diferente do habitual, nosso inconsciente sente medo. E quanto maior for essa decisão, maior é o medo que sentimos.

Eu, por exemplo, depois que fui convidado a me retirar da empresa onde trabalhava, tomei a decisão de me tornar um Trader e viver do mercado. No início, a cada loss que tomava, a cada dia que fechava no prejuízo, eu sentia medo de não conseguir.

E essa não é a melhor sensação do mundo…

 

O Bicho Papão dos Traders

Resultado de imagem para medoMuitos Traders abandonam outras profissões e carreiras para poder se dedicar por completo ao mercado. No geral, quem fica em cima do muro não vai muito longe.

E quando mergulhamos de cabeça no mercado, e abandonamos nossa zona de conforto, sentimos muito, mas muito medo! (mais medo do que sentimos quando a barata começa a voar!)

Temos medo de não dar certo no mercado, medo de quebrar a conta, medo de não sermos capazes de fazer grandes coisas… Isso é comum.

Na verdade, esse “medo de falhar” serve como um sinal, para que você se planeje para o pior cenário possível (e imaginável por você). Essa sensação te leva a pensar na situação mais crítica e se preparar para ela.

Note: “Se preparar para ela”. Não quer dizer que é para “Focar” nela.

Ninguém quer quebrar uma conta, isso é fato. Logo é importante ter um plano afim de evitar que isso aconteça e depois de pronto, focar no que importa: Em fazer dar certo!

 

Vamos aprender a conviver com o Medo?!

Não adianta, você não vai se livrar dele. Nunca. Jamais.

Então o que deve ser feito, é aprender a lidar com o medo, de forma racional. Lembre-se que ele gera informações (úteis, se prestar a devida atenção) para você.

Não adianta se deixar levar por ele, sem questionar as coisas. Muitas vezes, criamos histórias na nossa cabeça e nos apegamos a elas, que esquecemos a realidade a nossa volta.

As vezes nos prendemos tanto a um dia, ou semana ruim, que esquecemos que viemos de uma sequencia de ganhos absurda. E nos deixamos levar pelo “medo de falhar”.

E advinha o que acontece?! Exatamente o que você pensou…

Em outros posts eu já mostrei como LIDAR COM OS ERROS e COMO LIDAR COM AS PERDAS.Mostrei que é normal isso ocorrer. O problema começa quando deixamos ser dominados e levados à AUTOSSABOTAGEM

Então, depois de ler esse post, qual vai ser a sua resposta a pergunta do início do post? Quero que você me responda…

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Se tornando Antifrágil

Modo de Autodestruição

Mantenha-se no Ritmo

Ciclos de Mudanças

A pressa é inimiga da Consistência

Outras fontes de aprendizado

Vamos falar de Gerenciamento…

 

Ser Trader: Se tornando Antifrágil

Assim que acabei com a leitura de A Lógica do Cisne Negro, logo emendei a leitura em um outro livro, do mesmo autor, chamado Antigráfil. Como esse livro é gigante, vou trazer alguns posts sobre os pontos que achar interessante, e assim, a gente vai se tornando Antifrágil juntos!

 

Antes de mais nada, o que é Antifragil?!

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Este conceito, criado pelo próprio autor do livro, expõe o seguinte: Existem três tipos de materiais no mundo: Os frágeis, os robustos/resilientes e os antifrágeis.

Os frágeis, como o próprio nome diz, não sustentam uma grande quantidade de pressão, se quebrando com bastante facilidade.

Os Robustos/Resilientes são materiais que, mesmo após intensa pressão, mantêm seu estado constante,sem sofrer alterações, ou caso as sofra, nada que desestabilize. (geralmente, esse é o que dizemos que é o contrário de frágil)

Já os Antifrágeis, são materiais que, mesmo após exposto a grandes pressões, não retornam a sua forma original, mas sim, voltam melhores do que eram no início. Se beneficiam dessas pressões;

 

Alguém já ouviu falar em Hormese?!

Hormese é um termo criado em 1888, para indicar que pequenas doses de substâncias que, originalmente são prejudiciais a saúde, acabam ajudando na melhora do corpo, tornando-o mais resistente.

Como por exemplo as vacinas, que usam o vírus de forma branda, para que seu próprio corpo, crie resistência e combata-o de forma ativa.

Ah, mas o que isso tem a ver com o mercado financeiro?!” Calma que eu já chego lá…

o que não mata fortalece

 

Agentes Estressores, sabe quem são?!

Pois bem, de forma direta, agentes estressores são toda e qualquer pertubação em um sistema em “equilíbrio”, seja ele de forma interna (de dentro do sistema para fora) quanto externo (de fora do sistema para dentro).

Por exemplo, um agente estressor externo pode ser o calor infernal, que realmente causa incomodo na maioria das pessoas (eu, inclusive) e com isso, mesmo de forma involuntária, acaba alterando seu humor ou rotina no dia.

Bem, eu precisava desses conceitos explicados para que facilitasse o entendimento desse e dos próximos posts… agora sim…

 

Agentes estressores do mercado financeiro…

Para nós Traders, o que mais temos são agentes estressores. Para qualquer lado que nós olharmos, lá esta algum evento que pode causar um impacto tremendo no nosso dia.

Pode ser uma noticia, um dado econômico, um evento mundial, a prisão de algum político, o governo… e até mesmo uma instituição financeira que naquele dia, por um acaso, resolveu operar mais pesado…

Enfim, temos a profissão mais hardcore do mundo. E isso estou falando de coisas externas que não podemos controlar.

No âmbito interno, temos como agentes nossa ansiedade, nervosismo, raiva, stress, frustração, alegria, euforia, autoconfiança entre outros.

Esses agentes internos, podem ser “dosados” através do nosso autoconhecimento, pois eles, mesmo sendo sentimentos bons, em excesso são prejudiciais a nossa vida no mercado.

 

A Hormese do Trader…

Como disse, a hormese consiste em pequenas doses de algo que é letal a nossa vida, para que criemos resistência a essa substância.

Para um trader, essas “doses de substâncias letais” são os sentimentos gerados pelas operações realizadas. A cada operação, geramos um sentimento diferente, baseado em um dos agentes estressores mencionados antes.

Esses agentes geram informações sobre nós mesmos e, em quase todos os casos, o que precisamos corrigir e o que precisamos continuar a fazer.

Sabendo a dose certa a ser aplicada, ficamos mais robustos/resilientes a cada operação, a cada dia no mercado. Se aplicarmos uma dose muito pequena, nada de mais acontece. Muito grande, “matamos o paciente”. Então, saber dosar, é fundamental para que a evolução ocorra.

Mas lembre-se que a hormese não te torna Antifrágil, mas sim Robusto/Resiliente. Você passará de um trader Frágil, para um trader mais resistente.

 

Se tornando Antifrágil

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Como disse, o Antifrágil é aquele que volta melhor do que a sua forma inicial. Logo, para o Trader seria algo como após ter um grande loss, ou ter feito uma besteira no mercado, literalmente aprender com o erro e voltar renovado.

Mas não é somente olhar e dizer: “Ah, foi aqui que eu errei” e pronto. É ir além disso.

É reavaliar seu operacional, seu plano de trading, seu psicológico, estudar os replays de mercado, buscar mais  conhecimento e tudo o que ele precisa para operar novamente no mercado.

Um trader nesse nivel, sabe que ele é totalmente responsável pelo seu resultado, e com isso, deve melhorar constantemente, por isso, aprender com os erros (e principalmente com os erros dos outros) é um diferencial.

Isso o torna mais ágil em tomar decisões assertivas, evita hesitação e o faz chegar mais longe do que qualquer outro.

 

Grafite e Diamante

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Já que mencionei um pouco de biologia nesse post, nada mais justo que eu mencionar Química também!

O carbono puro é o elemento principal que compõe ambos, porém o que os diferem são justamente as condições as quais eles foram expostos.

Para se formar o grafite, as condições de temperatura e pressão (agentes estressores) precisam ser muito inferiores em relação ao diamante.Basicamente, um nível mínimo de pressão e temperatura razoáveis.

Para que se forme um diamante, o carbono deve suportar à pressão e temperaturas altíssimas, para que possa ser cristalizado. Como uma forma de hormese natural, absorvendo a pressão e a temperatura ao seu redor e usando em beneficio próprio.

Sendo dosado da forma certa, um elemento simples como o carbono, pode se tornar o grafite, que você usa para escrever e quebra com facilidade ou o diamante que você tem que trabalhar (E MUITO) para comprar e é  quase indestrutível… pensa nisso…

Como disse no começo do post, o Livro Antifrágil é gigante, então, um resumo dele deve demorar um pouco para pintar por aqui. Então resolvi escrever alguns posts enquanto leio, trazendo pontos que julgar importantes para nós Traders!

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Modo de Autodestruição

Mantenha-se no Ritmo

Ciclos de Mudanças

A pressa é inimiga da Consistência

Outras fontes de aprendizado

Vamos falar de Gerenciamento…

Minha visão sobre o Trader

 

Ser Trader: Modo de autodestruição

Já mencionei algumas vezes a expressão Espiral da Morte aqui no blog, caso não tenham notado. No post de hoje, quero me aprofundar um pouco mais nesse Modo de autodestruição do trader, e  mostrar como ele se manifesta (e como evitar ficar preso)

Começando pelo começo…

Em um dia claro de verão, lá está você: Animado (a), alegre, super positivo (a), de bem com a vida… Vem de uma sequência de gains consecutivos (dias ou semanas). Para você está tudo ótimo! Nem sabe mais o que é um loss…

E de repente, vem o dia negativo… UM dia negativo na sua sequencia de dias positivos. Você nem se lembrava mais do “gosto” do loss.

E ele vem como uma bomba atômica, obliterando todos os outros resultados!

Achou que havia erradicado isso da sua vida! Que nunca mais o veria de novo, mas ja sabe né:

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… E você começa a entrar na Espiral, sem perceber…

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Ok, só um dia negativo, tá tudo bem“, você pensa. Até que vem o segundo, o terceiro e como diz aquela musica: “Aí vem o desespero, machucando o coração…

Na sua mente, você pensa: “Cara, eu sei fazer isso! O que tá acontecendo? Esse mercado ta louco!“. Na verdade, não está.

 

Por conta do desespero, pela angustia de querer ganhar (sempre), seu cérebro começa a te AUTOSSABOTAR.

Você se “acostumou a ganhar” e por conta disso, não aceita o prejuízo quando ele vem. Começa a aumentar a mão para recuperar, mas não consegue e só piora as coisas.

E por conta dessa falta de “habilidade” em lidar com o prejuízo (não seguindo CONSELHOS PARA LIDAR COM AS PERDAS), mesmo seguindo o gerenciamento de risco, continua fechando o dia negativo.

…Continua caindo, e caindo…

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Nesse momento em que você, por curiosidade resolve saber quanto dinheiro perdeu e vê o tamanho do prejuízo, você caí ainda mais na Espiral da Morte.

Bate aquele desespero do tipo: Como vou pagar as contas?! Essa sensação começa a causar FRUSTRAÇÃO E ESTRESSE, ou como gosto de dizer “quebra seu espírito

Isso causa a sensação de: “Eu sou burro(a) de mais! Olha, eu não consigo acertar nenhuma operação! Acho que esqueci como se opera!

Tudo isso altera seu MINDSET! E quando ele se altera, tudo muda! Dentro e fora do mercado. SUA MENTALIDADE AFETA SEUS RESULTADOS, isso incluí desde de a maneira como você se vê no espelho até como você entra no mercado!

Nesse estágio, sua mente só pensa em perda, perda.. E advinha o que acontece quando você entra na operação?!

… até que você encontra o chão!

Como seres humanos, cometemos o erro de achar que tudo é para sempre. Sejam as coisas boas (sequencia de ganhos infinitos!) ou as coisas ruins (Sequencia de perdas infinitas!).

Quando se chega ao “chão“, você se sente derrotado, sem forças para continuar. Dá vontade de jogar tudo para o alto, e ir fazer outra coisa da vida.Por mais que você ame essa profissão de Trader!

Por conta da PRESSA E DA ANSIEDADE, você toma as piores decisões. Perde completamente o seu RITMO. E a sua única vontade é de continuar no chão, e não querer levantar mais…

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Mas você quer lugar melhor para recomeçar do que do chão?!

Eu ouvi três frases que eu achei sensacionais para momentos assim:

  • Melhor lugar para recomeçar é o fundo do poço. Basta eu parar de cavar!
  • Estar na merda, é o melhor lugar para se florescer, pois você está rodeado de adubo!
  • Quem não faz merda, não aduba a vida!

Muita gente começa a “culpar” o mercado, depois a autossabotagem chega e começa a fase de autodepreciação. Vejo gente f#$@ no mercado, que tem um astral lá em cima (que literalmente anima o dia dos outros), se apagar numa situação dessas!

Então, para que se quebre o CIRCUITO FECHADO pensamentos negativos, devemos ter autocrítica!

Se você chegou até aqui, significa alguma coisa, certo? Você já foi longe demais para desistir!

Nos acomodamos com as vitórias, e esse é o maior pecado de um trader. Para nós, todos os dias são uma singularidade e temos que aproveitá-las como tal.

Não podemos deixar de estudar, rever nossas operações, de ganho ou de perda, devemos manter nossa mente afiada, nos esforçando para sempre sair da zona de conforto.

Devemos nos questionar ao menor sinal de um pensamento destrutivo, e não simplesmente aceitar essas críticas internas.

Devemos buscar dentro de nós as respostas para as coisas que nos falta e ir atrás delas!

EU SEI QUE VOCÊ É F#$@ E QUE VOCÊ CONSEGUE!

Como eu sempre digo: Agora vai lá, e faz teu nome! Brilha!

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Espero que eu possa te ajudar

 

Ser Trader: Mantenha-se no Ritmo

Não estou falando do Ragatanga não! Vejo muita gente “tentando” falar sobre psicologia e consistência, mas nunca vi ninguém falar em ritmo. E isso é de extrema importância para nós, então já pega a visão, meu consagrado: Mantenha-se no Ritmo.

Como assim, Ritmo?!

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Ritmo não só tem a ver com música, apesar de ser mais facil notar quando ela sai do tom ou da melodia. Se você parar para prestar atenção ao seu redor, a vida em si possui ritmo.

Seu coração bate num ritmo. Seu sangue circula em um ritmo. Sua respiração… E por aí vai.

E uma coisa muito importante para se chegar a consistência, seja no que for, é criar e manter-se em um ritmo constante.

Criando seu próprio jogo (ou ritmo)

Já ouviram essa expressão no mercado não é?! “Entenda qual é o seu jogo” e coisa e tal.

Esse “jogo” pode ser traduzido como ritmo também. O seu ritmo no mercado, vai levar em consideração sua estrutura psicológica, seu capital, seu modus operandi dentro do mercado, seu horário de atuação, enfim, TUDO!

Ao criar esse ritmo de trabalho, e se manter nele, você começará a desenvolver uma sensibilidade, somada ao seu autoconhecimento, que te leva para outro nível.

Quando se tem um ritmo, ele mesmo impõe uma certa disciplina e rotina, e quando algo não esta legal, seja com você, seja com o mercado, esse ritmo se perde. Automaticamente você percebe essa quebra (assim como uma musica perdeu o ritmo) que algo não está legal.

Essa sensibilidade muita das vezes é necessária, seja para sair (ou não entrar) em alguma operação, de avaliar o mercado por outro ângulo, quiçá, não operar naquele dia (esse ultimo acontece com frequência comigo).

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Manter-se no Ritmo é tudo!

Se ainda não deu um estalo na sua mente, vou “forçar” um agora.

Com uma única palavra (ritmo) eu resumi os conceitos de Disciplina, Consistência e Feeling de mercado!

Comece a observar as coisas ao seu redor. Ganha uma partida de futebol, o time que “impõe” seu ritmo sobre o outro.

Ganha-se uma luta, o lutador que consegue impor seu ritmo ou quebrar o ritmo do adversário.

Torna-se um Trader consistênte, o trader que mantém seu Ritmo constante no mercado.

Aqui vale uma observação importante: Quanto mais você se observar, e compreender seu próprio ritmo, mais fácil será para você, a hora certa de aumentá-lo ou a necessidade de diminuí-lo.

Então, Keep Rockin’!

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Ainda em tempo: Os Gifs são de um filme que RECOMENDO PRA CAR$#@$ para assistirem, chamado Wiplash. Muito bom pra nós que somos traders.

Se achou estranho, olha esse post sobre OUTRAS FONTES DE APRENDIZADO.

Link do filme na Netflix: Wiplash – Em busca da perfeição

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Espero que eu possa te ajudar

Um breve guia para iniciantes

 

Biblioteca do Trader: A Lógica do Cisne Negro

Primeira Quinta do mês é dia de Biblioteca do Trader, e hoje meus amigos, trago um livro que simplesmente impactou muito minha maneira de ver a vida de uma forma geral: A Lógica do Cisne Negro, do autor Nassim Nicholas Taleb.

Nota: Eu iria trazer um resumo de um outro livro, porém, esse acabou se tornando mais “importante” na fila.

Então vamos lá!

A Lógica do Cisne Negro

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Possuo muitos livros bons. Não tenho uma biblioteca gigante, mas uma quantidade boa de livros. E de todos os livros que eu tenho, esse ganhou um  lugar de destaque.

Possui uma leitura fácil, porém requer um conhecimento prévio de alguns conceitos matemáticos (coisas que você aprende ao ler O Andar do Bêbado). É necessário ter esses conceitos para que seja mais fácil para o autor meio que destruí-los e te mostrar como as coisas funcionam.

O assunto principal do livro é sobre o efeito da aleatoriedade em todas as áreas e, principalmente, como nós lidamos com ela. (se você acha que entende, só por que aprendeu na escola, está muito enganado)

Mas o que diabos é um Cisne Negro?

Cisne Negro foi o nome dado pelo autor para eventos que ocorrem, de forma totalmente inesperada e que causa um grande impacto. Em geral, depois de ocorrido, vão existir várias explicações mostrando como esse fato era previsível.

Exemplos atuais de Cisnes Negros são: Moedas Virtuais, Crise Políticas, Crises Financeiras e etc.

Dois mundos diferentes: Mediocristão e Extremistão

O autor nos mostra logo de cara dois mundos essencialmente diferentes entre si.

O primeiro é o Mediocristão, onde as pessoas ACHAM que estão. Onde o impossível existe. Onde os eventos de grande impacto, por possuírem poucas chances de ocorrer, são ignoradas.

É um lugar onde, como o autor mostra, é regido pela Curva em forma de sino.

Já o Extremistão, é onde nós vivemos. Onde eventos de grandes magnitudes ocorrem, mesmo possuindo poucas probabilidades. E esses eventos mudam tudo. Um lugar onde o impossível não existe

O conceito é mais complexo do que isso, porém, não teríamos espaço aqui (infelizmente)

Como nós tratamos as probabilidades

Nesse livro, o autor nos demostra como as probabilidades que aprendemos na escola, não se aplica na vida real.

Um exemplo, é o famoso jogo de moedas em que você possui 50% de chances de dar cara ou coroa. Se em 99 jogadas a moeda só deu cara, qual a probabilidade de ela dar coroa na 100º?

Pelo que aprendemos na escola a resposta sera 50%, certo? Mas na vida real não é…

Na vida real, assumimos que existe algo errado com esse moeda, e a probabilidade real seria muito maior de 50% dar cara do que coroa.

Na teoria dos jogos que aprendemos na escola, não são levados em conta outros fatores externos, que existem ao nosso redor, e que influenciam diretamente as probabilidades finais.

Logo, a melhor aproximação de probabilidades reais é a aplicação dos conceitos de fractais de Mandelbrot. Pois, as probabilidades aplicadas são escaláveis.

Empirismo e Ceticismo

Algo muito importante que é tratado no livro é justamente a “quebra” da teoria. Muita gente aprende teorias (trazendo para o mercado, aprendemos os setups, teoria de Dow, Elliot, Fibonacci entre outros), porém muitos não observam o mundo ao seu redor para ver se a teoria se aplica de verdade.

A maioria quer que o mundo se encaixe na teoria aprendida numa sala de aula, porém esquecem que fora da sala de aula é um lugar totalmente diferente.

Logo, o autor mostra o por que devemos ser céticos a teorias já estabelecidas e, a partir das nossas observações e experiencias empíricas, aprendermos como as coisas ao nosso redor funcionam.

Sendo mais simples: O autor pede que partamos da prática para a teoria e não o contrário. Que observemos o mundo ao nosso redor e SOMENTE DEPOIS procuramos alguma teoria.

A necessidade de justificativa

Outro ponto importante do livro, é sua demonstração a respeito de algumas falhas inerente a nós, humanos.

A necessidade de contarmos histórias para justificar os eventos passados, tornando assim o que não tem explicação, em algo simples. Como exemplo, uma movimentação forte na bolsa, logo ganha uma explicação, quase vinda do além, em algum site ou gerada por nós mesmos.

O autor também nos mostra que nós cometemos o erro de achar que sabemos mais do que outras pessoas. Nos julgamos melhores e superestimamos o que sabemos. Com isso, cometemos erros de análise com bastante frequência.

O quanto você não sabe é tão importante quanto o que você sabe

Uma coisa que me impactou bastante no livro, juntamente com outros conceitos, foi o fato de medirmos o quanto sabemos algo através do quanto não conhecemos o resto das coisas. De certa forma, nunca saberemos muito e por isso devemos continuar a aprender.

Ele demonstra isso, utilizando uma biblioteca com muitos livros, onde o que mais importa é o conhecimento contido dentro dos livros não lidos. Pois neles podem haver mais perguntas…

Conclusão

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Esse foi o efeito que esse livro causou em mim!

Esse livro me mostrou que ninguém pode prever o que vai acontecer no futuro. Nem os “especialistas” conseguem. (se duvida, utilize a previsão dos analistas e meça quantas vezes eles erraram e compare com quantas vezes acertaram)

Me mostrou que olhar para o que já ocorreu, não vai ajudar em nada para o que vai acontecer.

Aprendi que não preciso ficar buscando justificativa para tudo o que ocorre ao meu redor, conectando coisas que muita das vezes nada tem a ver com o ocorrido.

Aprendi a focar no que esta ocorrendo de mudanças agora, a ficar atento aos eventos que podem mudar tudo, seja na minha operação, seja no meu dia, seja na minha vida…

Nota: Só para constar, o autor foi operador de Derivativos da Bolsa de Nova York, o que já conta como um motivo a mais para ler esse livro!

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Links para comprar o livro:

A Lógica do Cisne Negro – Saraiva

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