Fiquei com essa pergunta durante alguns dias na cabeça, e resolvi ir atrás de respostas para entender melhor o por que hesitamos durante nossas operações e até na vida.

O que é hesitação?

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Definição de Hesitação

Para entendermos melhor, precisamos definir o que é hesitação, assim fica mais fácil de identificarmos quando ocorre.

Por definição, hesitação é o ato ou efeito de ficar indeciso sobre o que se deve fazer, dizer, pensar. É um estado de indecisão, perplexidade, dúvida, embaraço.

Ou seja, hesitamos quando não temos uma decisão clara na nossa cabeça e ficamos pensando muito no que fazer, nos colocando numa posição de dúvidas e incertezas, muita das vezes desnecessárias.

O processo mental de hesitação

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O que eu faço agora?!

Nosso cérebro é um computador, capaz de processas milhares de informações por segundo, de forma instantânea. Inconscientemente, calculamos algumas possibilidades, por menos provável que sejam de ocorrer, o que nos ajuda a tomar decisões, sejam elas baseadas em históricos (o que deixa mais fácil), sejam elas por ser uma nova situação (o que demanda um pouco mais de tempo)

Quando uma situação se “repete” e nós temos um histórico, nosso cérebro faz o link entre causa e efeito sem pensar em outras possibilidades, ou seja, uma ação direta com um efeito já esperado.(o que não ocorre nas operações…)

Já quando temos uma situação nova, nossa mente precisa racionalizar outras possibilidades, reais ou não, para que nós possamos basear nossa decisão “da melhor forma possível” (o que nem sempre acontece)

Causas (possíveis) para hesitarmos

Bem, podemos eleger dois grupos de causas possíveis: Externas e Internas. Elas podem atuar de forma conjunta, o que geralmente ocorre, ou dependendo da “força”,agem isoladamente.

As causas externas podem ser atribuídas a todo fator externo a você e que te influencia: Notícias, pessoas, livros, vídeos, textos, imagens…

Por exemplo, se vemos na tv uma noticia e criamos um “viés altista” para o mercado, porém os preços começam a cair quando as negociações se iniciam, achamos que isso é ilógico, e nossa mente fica indecisa de fazer alguma operação. O que gera a seguinte frase no final do dia: “hoje o mercado estava difícil…”

Já as internas são puramente atreladas a você e o seu EU: autoconfiança, disciplina, controle emocional, racionalidade…

Nesse caso, muita das vezes ficamos paralisados por medo de errar, por não confiarmos no nosso método e estratégia (por mais que digamos que confiamos). Ou seja, na hora de iniciar uma operação, nos vem a cabeça “E se eu estiver errado?” além do medo de perder o dinheiro, o que nos causa uma dor emocional. Ninguém gosta de sofrer, e por isso, hesitamos em tomar certas decisões (abordarei esse tema em breve)

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“Não sei se compro, ou se vendo…”

Juntando tudo

Imagine a seguinte situação: Antes de começar as operações, você entrou em um site de noticias para se informar sobre o que está acontecendo ao redor do mundo, no cenário político e eventos econômicos. Anotou os horários dos eventos, leu as noticias e abriu sua plataforma de negociação.

Na sua plataforma, revisou suas marcações (caso use gráficos), olhou o cenário de uma perspectiva mais macro e se sentiu pronto para o início do pregão. Está se sentindo bem com você mesmo e confiante, sem extremos.

Quando o mercado começa a se movimentar, o seu cérebro começa a fazer os cálculos necessários, baseado no histórico de informações que você tem (fundamentos técnicos da operação, as noticias que você leu, o seu estado emocional..) te auxiliando a tomar as decisões.

Se você por um acaso tem em mente algum evento externo (uma noticia importante, por exemplo), uma certa indecisão começará a permear sua mente, tentando racionalizar aquele evento para que você esteja “preparado”, porém, na tentativa de ajudar, seu lado racional começa a pensar em várias possibilidades.

Esse acumulo de possibilidades, não permite que você tome uma decisão clara, deixando todo o “caminho” obscuro, te deixando congelado e no fim das contas, sem tomar uma decisão alguma,gerando a perda de uma oportunidade.

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“Se eu tivesse feito a operação…”

Como posso evitar a hesitação?

É possível que os casos de hesitação sejam diminuídos fazendo alguns exercícios mentais e práticos.

A primeira coisa é evitar pensar e dizer “Se eu tivesse feito…”. Quando você para de olhar para o passado, suas decisões no presente se tornam mais claras e objetivas.

Comece a simplificar as coisas, até mesmo seu operacional. Como disse antes, muitas possibilidades e muita informação, geram conflitos, o que gera hesitação.

Filtre as informações para que não se acumulem como lixo. O que for útil, guarde, inútil descarte. Simples assim.

Tenha confiança no que você está fazendo e na sua capacidade de análise, pois só assim você vai agir. (Se quiser ganhar mais confiança, leia este POST)

Quando ver a oportunidade, aja, não pense muito. É importante agir assim que encontra uma oportunidade, pois se deixar em aberto, você começa a pensar demais e perderá a operação

E por último e não menos importante, não tenha medo de errar. Se você cometer algum erro, aprenda com ele  e siga em frente. (Para te ajudar com isso, dá uma olhada nesse POST)

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Quanto mais simples for sua estratégia, menor será a margem para erro de análise

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Herick Borges

Trader Autonomo
Trader autônomo e investidor na bolsa desde 2011. Coach formado pela Sociedade Latino Americana de Coach e autodidata em assuntos relacionados a finanças pessoais, investimentos, economia e um grande entusiasta em psicologia comportamental e de alta performance voltada ao Mercado Financeiro.

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