Quando nos deparamos com uma situação que requer nossa ação, nosso cérebro ativa o processo de tomada de decisão, que pode levar até milissegundos. E essa decisão pode fazer uma enorme diferença para você!

 

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Entendendo como tomamos decisões.

Nosso cérebro é uma máquina de computação de informações extremamente poderosa, porém “preguiçosa“. Logo, dependendo do “software” instalado nele, podemos tomar melhores ou piores decisões.

Se nossa mente está configurada para agirmos de uma certa forma quando nos deparamos com situações novas, o faremos de forma automática e nem perceberemos.

Se toda vez que o evento A ocorrer, sua mente entenderá aquele evento, buscará nas memórias um histórico e tenderá a  repetir a ação tomada para aquele mesmo evento no passado.

Conforme essas decisões são repetidas, acabam se tornando hábitos, que viram um comportamento e assim por diante…

 

 

O processo de tomada de decisão.

 

O processo interno de tomada de decisões segue um “padrão“, onde também são adicionados outras variáveis que afetarão a ação final.

O processo segue a seguinte lógica:

Evento > Acesso a memórias anteriores em relação ao evento > Avaliação de ações anteriores > Tomada de decisão

Com essa lógica o seu cérebro, as vezes em questões de milissegundos, toma uma decisão. Esse processo pode ser estendido, caso necessário e dependendo da situação.

Quando não estamos em uma situação de perigo de vida, seguimos essa lógica, pois não temos o fator “preservação a vida“. Um exemplo disso é quando precisamos agir de forma rápida para nos salvar ou até para salvar outra pessoa.

Vamos nos aprofundar um pouco mais nesses pontos.

 

Evento e Acesso a memórias anteriores em relação ao Evento

 

Chamo de Evento qualquer situação que requer uma decisão. Desde qual roupa usar à qual ativo devo operar, qual melhor investimento… etc.

Nossa mente é incapaz de imaginar coisas que nunca tenha visto antes. Quer uma prova? Imagine uma cor que não existe. Viu como não dá?!

Por isso, quando algo nos acontece, nosso cérebro vai buscar nas nossas memórias se aquele evento já nos ocorreu antes e todas as informações atreladas a ele. Como você se comportou, como você se sentiu, onde estava, etc.

Se aquele evento é novo, e não temos memória para ele, atribuímos muita carga emocional, e costumamos dar uma atenção absurda, assim como em nosso comportamento e nossas ações.

Ao começarmos algo onde nos damos bem, dizemos que é “sorte de principiante“, mas na verdade é que você está em um estado mental de completo foco. Quando a mente se “acostuma“, ela relaxa e esse estado é perdido.

Dependendo do tipo do Evento novo, ele pode nos paralisar (por exemplo um movimento brusco no mercado, totalmente “anormal”) ou pode nos fazer agir de uma forma positiva.

 

Avaliação de ações anteriores e Tomada de decisão.

 

Após nos deparamos com um Evento e acessarmos nossas memórias, entramos na parte de avaliação das ações anteriores. E é aqui que precisamos de muita atenção.

Essa avaliação se dá através de vários fatores, onde um mesmo evento pode gerar ações diferentes nas pessoas, devido a sua avaliação de ações anteriores. Como exemplo, ao ouvir um barulho de explosão, algumas pessoas correm para longe e outras em direção ao som.

Quais os fatores que influenciam suas avaliações? São vários, porém os principais são Autoconhecimento, Crenças e Treinamento Prévio.

Logo, quando você se conhece em profundidade, tem uma percepção melhor sobre suas ações e se elas são positivas ou negativas. Percebem o aprendizado com as decisões erradas e evitam cometê-las no futuro, porém para isso, precisam de outro fator.

Suas Crenças entram logo em seguida. Se forem do tipo que te limitam, suas avaliações serão negativas. Se forem do tipo que te ajudam a crescer, sua avaliação será mais positiva, mesmo que o resultado final não seja o que você esperava.

E por ultimo, se você está habilitado a lidar com aquela situação. Ou seja, se você sabe lidar com tudo o que está ocorrendo, através de algum aprendizado anterior. Para isso que o treinamento serve, te ajudando a criar uma “confiança” no que deve ser feito, além de criar memórias para te preparar para algum evento.

Por ultimo, temos a Tomada de Decisão em si, que é a ação gerada no final desse processo.

 

Considerações importantes

 

Nesse processo, somente o Evento e a Tomada de Decisão são “perceptíveis“. O acesso a memórias e avaliação, ocorrem no subconsciente, praticamente invisível, porém quando temos clareza de como o processo funciona, fica mais fácil identificar os pontos.

Outra coisa importante é que, quando não nos atentamos a esses pontos, muita das vezes pulamos a avaliação, tomando decisões prejudiciais a maior parte do tempo, por conta de crenças limitantes muito fortes, falta de autoconhecimento e por falta de conhecimento em como lidar com as situações.

Quando temos nossa mente é tomada por alguma emoção, esse processo fica meio bagunçado e com isso, não tomamos as melhores decisões. Isso se dá por reagirmos as situações em função da emoção, não tendo os prós e contras medidos de forma eficaz.

Agora que você já está ciente de como nossa mente toma as decisões, o que você vai fazer para melhorar as decisões que você toma?!

 

Muito obrigado por ter investido seu tempo e por ter lido o post até aqui. Espero que tenha te ajudado de alguma forma. 🙂

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Herick Borges

Trader Autonomo
Trader autônomo e investidor na bolsa desde 2011. Coach formado pela Sociedade Latino Americana de Coach e autodidata em assuntos relacionados a finanças pessoais, investimentos, economia e um grande entusiasta em psicologia comportamental e de alta performance voltada ao Mercado Financeiro.

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