Ser Trader: Saiba assumir riscos

A principal característica da profissão de Trader é saber como ligar e gerenciar os riscos que o mercado possui. Então, no post de hoje, vamos falar de alguns pontos para que você saiba assumir riscos de forma consciente.

 

 

 

O que é Risco, afinal?

 

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Quando ouvimos a palavra “Risco“, nosso cérebro de forma automática, associa como algo ruim, algo que pode nos causar mal. Isso ocorre por que essa palavra é, em geral, usada em situações negativas, como por exemplo “Risco de morte“.

Risco nada mais é do que a probabilidade de ocorrência de um evento, sem juízo de valor, ou seja, pode ser um evento benéfico ou não. Esse evento pode ser algo a nível individual, afetando somente a você, ou algo mais macro.

Logo, é importante entender o significado da palavra “Risco” para que esse conceito seja melhor entendido por você. Como disse antes, é normal associarmos a algo ruim, e por isso tendemos a evitar pensar ou até processar esse tipo de informação.

E só para constar, o risco está presente em nossas vidas o tempo todo, e nem percebemos. E por isso, muita das vezes agimos por impulso, sem pensar nas consequências e o resultado… nem sempre são dos melhores…

 

 

 

Diferença entre Riscos

 

Para nós, como seres humanos, saber tomar decisões é primordial para nossa sobrevivência. Era assim antes e vai continuar sendo assim até o final da nossa espécie.

Saber tomar decisões de forma correta, foi o que permitiu que os genes fossem passados adiante. Meio que quem não soube escolher e avaliar corretamente os riscos, ficou pra trás…

Hoje em dia, não temos que nos preocupar mais com coisas do tipo “Esse alimento é venenoso?” ou “Esse animal é perigoso?“, pois já temos uma vasta experiência do que podemos ou não fazer, embasando nossa tomada de decisão sobre o que é bom ou não para nós.

Porém, ainda hoje existem riscos que temos que parar para pensar se valem ou não a pena serem assumidos.

No mercado, temos essas respostas em tempo real, e logo você sabe se tomou uma decisão de forma assertiva, assumindo um risco de forma benéfica a você.

Sabendo diferenciar Riscos “Bons” e Riscos “Ruins”, você consegue se manter vivo e “passar seus genes adiante“.

 

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Riscos “Bons” e Riscos “Ruins”

 

Já escrevi dois posts aqui no blog, em que abordei dois termos (que particularmente julgo) muito importantes: ANTIFRÁGIL e EXPOSIÇÃO AO RISCO, sobre efeitos de Linearidade e Não-Linearidade.

Mesmo quem começou no mercado ontem, ouve a sábia frase: “Quando perder, perca pouco. Quando ganhar, ganhe muito!“. Porém, o que muita gente não entende é justamente o que é o “perder pouco” (e em muitos casos fazem justamente o oposto…).

Como mencionei no inicio do post, risco não faz juízo de valor, logo quando falo de Risco “Bom” e “Ruim”, estou perguntando: O que eu tenho a perder?

Essa é a pergunta que poucos (QUASE NENHUM!) Traders fazem. Não digo somente em termos financeiros, mas também em termos psicológicos.

Quando assumimos um Risco “Bom”, estamos assumindo um perda pequena seja ela uma pequena quantia de dinheiro, um pouco do nosso tempo, ou até mesmo deixar de comer um doce nesse momento, visando um ganho muito maior, as vezes exponencialmente maior.

Se colocarmos em um gráfico, você terá uma curva convexa, onde sua “perda” é pequena e seus “ganhos” são exponenciais.

Quando assumimos um Risco “Ruim”, estamos muita das vezes nos colocando em perigo e assumindo um risco muitas vezes fatal, seja na para nossa vida pessoal ou como Trader.

Um belo exemplo de assumir um Risco “Ruim” é você aumentar sua mão, no meio do pregão, sem justificativa plausível, e o principal motivo disso foi por que “você quis“. Nesse momento, você assume uma perda maior do que o seu gerenciamento de risco permite.

Nessa, você arrisca além de seu dinheiro, seu estado mental, possivelmente entrando em Espiral Descendente (Vulgo Dia de Idiota, ops, Fúria…)

De forma gráfica, você tem o extremo oposto, ou seja, uma curva concava.

(Para exemplo dessas curvas, vejam o Post sobre EXPOSIÇÃO AO RISCO)

 

 

 

Como posso melhorar isso?

 

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Não sendo idiota, seria a primeira coisa. E em segundo seria se perguntar: O que eu perco se eu fizer isso?

Ao se perguntar, você começa a pensar em todas as possibilidades de perda que você terá, fazendo com que sua mente já se “acostume” com essas perdas e fazendo você pensar se vale a pena ou não continuar.

Caso você perceba que o que você vai perder está dentro dos seus limites aceitáveis, você se faz uma segunda pergunta: O que eu ganho se eu fizer isso?

Assim, você começará a listar os possíveis resultados positivos dessa decisão. Obviamente, se o que você tem a perder for muito pouco em relação ao que você pode ganhar, a resposta fica óbvia!

E agora, sabendo disso tudo, Como você pode pôr em prática, hoje ainda, essas dicas?

 

 

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Ser trader: Problema de Narrativa

E lá esta você, olhando para o gráfico e de repente, PAH! O preço se movimenta com força para um dos lados e a primeira pergunta que você se faz é: Por quê?! Oquequetáaconteceno? Nesse momento, cria-se um problema de narrativa.

Problema de Narrativa

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Criamos problemas de narrativa naturalmente, então relaxe. Quando precisamos entender algo que necessariamente não está sob nosso controle, criamos “histórias” para facilitar o entendimento do que ocorreu.

Pegamos o fato e tentamos justificá-lo, atribuindo outros eventos , mesmo que não tenham muita relação entre eles (muita das vezes criamos conexões).

Nós não aceitamos muito bem um fato sem um por quê. Quer um exemplo: Se você falar com alguém que as ações da empresa “X” caiu, a primeira pergunta da outra pessoa (e sua também) vai ser um “por quê?”.

Não conseguimos nos ater ao fato de forma isolada, sem atribuir alguma ATRIBUIR CARGA EMOCIONAL e criar uma “história”.

Facilidade para memorizar

Esse recurso de atribuir “histórias” a eventos, ocorre devido a facilidade de memorizá-los. Perceba a diferença entre as sentenças:

Meu avô faleceu. Minha Avó faleceu.

Meu avô faleceu e minha avó faleceu em seguida, por ter ficado sozinha.

Percebe essa facilidade em passar adiante essa informação? Se torna trabalhoso guardar informações “soltas”.

Erros ao procurar os por quês?

Como já disse antes aqui, a bolsa de valores reflete o pensamento e a intenção de seus participantes, ou seja, não é algo exato. Causa e Efeito não funciona aqui.

Erro muito comum (natural, até) por parte de nós querermos dar um motivo para justificar ações alheias. Se a bolsa subiu ou desceu, devemos saber o motivo. Tem que ter um motivo…

Na realidade, quanto mais nos focamos nisso, mais enviesados ficamos. Além de sermos bombardeados com desinformação.

Tratamos o mercado como “uma pessoa”, quando na verdade são “umas (milhares) pessoas” que tornam tudo caótico.

Não acredita em mim? Tudo bem. Amanhã quando iniciar o pregão (por volta de 09:05 da manhã), abra seu site de noticias preferido, para ler as noticias sobre o mercado, e LÁ ESTARÁ UMA JUSTIFICATIVA PARA O MOVIMENTO ATUAL DO MERCADO.

Sim, em 5 minutos (em média), já terá um motivo para a bolsa de futuros estar subindo ou descendo. Se quiser, repita o processo quando o mercado a vista abrir também.

EXTRA! EXTRA! Bolsa sobe devido aos ventos vindos do sul serem favoráveis!

Quer que eu fique desinformado?!

Entenda, informações passadas já eram, não tem mais utilidade para o próximo pregão (1º regra: Tudo pode acontecer, lembra?).

No final do pregão, haverão inúmeras histórias de motivos diferentes para que o mercado reagisse daquela forma. Haverão muitas coisas atreladas ao fato de a bolsa ter caído ou não.

Mas o único fato relevante é: A bolsa caiu ou subiu. Nada mais, nada menos.

A gente sempre olha pra trás e tenta justificar o que ocorreu. Olhamos sempre em retrospectiva para tentar entender a confusão que é o mundo a nossa volta. Mas na realidade, não tem o que querer entender.

Quanto menos procurar o porque do movimento fora do mercado (fora da tela de negociação), menos tempo você perde para pegar uma próxima oportunidade.

Obviamente, não é para se bitolar e ignorar TODAS as informações. Eventos recorrentes que mexem com o mercado, devem sempre ser monitorados (seus horários e não seus resultados).

Quando se aceita e abraça a incerteza, a liberdade vem junto com ela.

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Post baseado em um dos capítulos do livro A Lógica do Cisne Negro, do autor Nicholas Nassim Taleb. Para quem quiser se aprofundar mais, fica a sugestão de leitura.

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Atribuindo carga emocional

Como sua mente te engana

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Ser Trader: Como sua mente te engana

Quem nunca foi enganado pela própria mente? Acha que seu cérebro não é capaz disso? Para entendermos como a sua mente te engana, vou abordar alguns tópicos para dar uma esclarecida em como isso ocorre.

E para provar que seu cérebro te engana, e muito, responda a seguinte pergunta:

Em uma loja de brinquedos, um conjunto composto de uma bola e um bastão custam R$1,10. Sabendo que o bastão custa R$ 1,00 a mais que a bola, quanto custa a bola sozinha?

Mas pera aí, como nossa mente pode nos enganar?

Como já explicitei nos posts FUNCIONAMENTO DA NOSSA MENTE, SÍNDROME DO CIRCUITO FECHADO, e no mais recente ENTENDER NOSSOS HÁBITOS, nosso cérebro cria alguns processos internos para poder “agilizar” nossas tomadas de decisões e reações.

Isso era muito necessário, quando nossa espécie vivia nas cavernas e precisávamos ter esses mecanismos para  ao menor sinal de perigo, ter reações rápidas, desenvolver a nossa memória para saber o que podíamos ou não comer, ou se algum animal era perigoso, e a nossa imaginação, para saber se a sombra formada na pedra era de algum animal perigoso ou não…

Enfim, nosso cérebro evoluiu utilizando esses mesmos mecanismos. Por mais que hoje sejamos “evoluídos”, e que não precisamos nos preocupar com as mesmas coisas do que nossos ancestrais, esss mecanismos do nosso cérebro não evoluíram na mesma velocidade. Ou seja, ainda reagimos aos nossos instintos,  como “animais” de vez em quando.

Uma maneira bem simples de perceber como esses processos internos nos traem, é assistir a um truque de mágica. O mágico não possui poder paranormal nenhum, fazendo com que sua mente olhe e se foque em coisas que ele queira, enquanto ele faz o truque em segundo plano.

E por mais que você saiba que aquilo não é “possível”, você se admira com o truque feito, além de ficar se perguntando “como foi que isso aconteceu?”.

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Como ele faz isso?!

Preso dentro de um viés cognitivo!

Uma armadilha muito comum, que nossa mente cria para nos enganar, é o Viés Cognitivo. Para nossa mente, algo torna-se uma “verdade absoluta”, com a qual você , mesmo que por alguns instantes, não consegue questionar.

Mesmo que os fatos, e provas, apontem para outro lado, sua mente não desgruda daquele pensamento, e jura que está certo até o final.

Quem nunca fez uma operação por estar 500% certo do que estava fazendo, mesmo quando todos os sinais que o mercado está dando, estão dizendo o contrário?

Os vieses mais comuns que vejo no mercado são os de Efeito de Ancoragem, Efeito de Ambiguidade, Viés de Confirmação e Viés de Autoridade (Existem vários, mas vou focar nesses hoje).

Os Principais vieses cognitivos do mercado

O Efeito de Ancoragem é um viés que ocorre quando nós ficamos presos, de uma forma intensa, a somente uma parte da informação que estamos vendo, enquanto temos que tomar uma decisão. Já aconteceu com você de olhar para o  movimento do preço naquele instante, e já afirmar que ele está em algum tipo de tenência?

O Efeito de Ambiguidade é o viés que ocorre quando a falta de informação impacta na sua tomada de decisão, preferindo ficar com o seguro (mesmo que o que ocorra seja prejudicial a você) do que com o incerto (mesmo que o que ocorra seja favorável a você). É o fato de você evitar correr algum tipo de “risco”, por não ter “certeza” de que vai dar certo ou não.

O Viés de Confirmação é uma tendência das pessoas preferirem informações que confirmem suas crenças ou hipóteses, independentemente de serem ou não verdadeiras. Ou seja, quando você está comprado, você começa a querer encontrar motivos para permanecer nessa posição, mesmo que o mercado esteja apontando para o lado oposto. (Um dos principais motivos de quebra de conta, olha aí!)

O Viés de Autoridade é uma tendência a acreditar, de forma “cega” ao que um especialista, responsável, pessoa de sucesso em alguma área, como verdade. Algo do tipo: Por que se o Trader A opera assim, eu vou operar igual a ele, por que ele ganha. ( Esse aí eu vejo muito!)

Hábitos e Vieses

Nosso amigo: Panda da Desilusão

Como expliquei no post anterior, hábitos são gerados pelas repetições de rotinas que, mesmo inconscientemente, nós criamos para organizar nosso dia.

E o que será que acontece quando repetimos muitas vezes esses vieses cognitivos? Se tornam hábitos! E depois que viram hábitos, dá um trabalho para tirar da cabeça. Se demorar muito, viram crenças limitantes, onde a parada fica mais hardcore.

Quando se perde a capacidade de questionar, seja os outros, seja você mesmo, inicia-se o processo de parada de evolução. Sua mente fica engessada demais em uma única forma, e o mundo vira uma caixa, onde você não consegue pensar de forma diferente, e “segue ordens” mesmo sem saber o por que.

Pode estar se perguntando: O que isso tem a ver com o mercado? Tudo! Se você não questionar suas operações, como você aprende com elas? Se você não olhar o mercado de um ponto de vista diferente, como vai imaginar cenários possíveis, e reações possíveis?

Como já deixei aqui no blog, OPERE COM A MENTE VAZIA.

Gostou do assunto sobre vieses cognitivos? Se quiser se aprofundar mais no assunto, recomendo a leitura do livro Rápido e Devagar – Duas formas de pensar, do autor Daniel Khaneman (ganhador do nobel de economia de 2002, sendo um psicólogo).

Pós Créditos

Ainda não descobriu a resposta da pergunta feita lá no início do post né? Então lá vai: A resposta é RS 0,05.

Pois o Bastão custa R$ 1 a mais que a bolinha e os dois somados, custam R$1,10, logo o bastão custa R$1,05.

Viu como sua mente te engana e você jura que está certo?!

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Ser Trader: Importância das Metas pt.2

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Galera, no post de hoje, quero me “aprofundar” mais no que eu abordei no  post anterior e tentar explicar melhor sobre a importância das metas.

Revendo o passado

No post anterior, abordei alguns tópicos para ajudar a elaborar uma meta, uma dica para começar pequeno e que a consistência vem quando vamos alcançando essas metas que traçamos, por menor que sejam.

Pois bem, nessa ultima semana eu passei revendo toda a minha trajetória como Trader, e o quanto eu evoluí (acho que ficou evidente isso nesse POST). Percebi que por mais disciplinado eu fosse, eu não tinha um objetivo no mercado. Na minha cabeça, eu queria fazer o máximo de pontos possível em um dia, mas isso me dispersava muito, e me frustrava por que eu não tinha noção do que era esse “muito”

Quando eu resolvi analisar meu histórico de operações, eu vi o quanto eu estava sendo incoerente comigo mesmo  e me fiz uma pergunta que mudou minha visão das operações:

Com que frequência você faz uma quantidade X de pontos por dia? (vou usar o exemplo da marcação do mini índice por ser o ativo que tenho operado, mas serve para qualquer ativo e para qualquer tempo)

Usando a lógica e a Estatística

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Com essa simples pergunta, você pode rever todo o seu histórico e encontrar umas coisas escondidas bem interessantes.

Utilizando a dica do “comece pequeno” do último post, pegue uma folha de papel ou Word (para ser ecologicamente correto rs), abra seu diário de Trades (espero que tenha um…) e faça a mesma pergunta de cima: Com que frequência eu faço, a titulo de exemplo, 300 pontos por dia? Busque a resposta no seu diário de trade e anote a quantidade de vezes em que conseguiu.

Repita o processo, utilizando valores menores do que o inicial, por exemplo: 200, 100, 50…

Ao final, você já vai ter uma base de dados informando a você qual a quantidade de pontos que você consegue com mais “facilidade”. Pela lógica, quanto menor for a quantidade de pontos, mais facil é de conseguir, correto? Então por exemplo, se você consegue manter uma média de 200 pontos por dia você pode tê-la como meta diária.

Traçando essa meta,alinhada com seu gerenciamento de risco, ao conseguir pegar essa quantidade de pontos no dia, você fecha a plataforma e vai fazer outra coisa. Vai ler outras postagens daqui do Blog, ler um livro, ver séries… aproveitar a liberdade da vida de trader

Pensando em cenários…

Estipulado uma Meta para o dia, é necessário também saber quantas operações seu gerenciamento de risco permite fazer.

Vou usar o exemplo de duas operações em um dia, cada uma com um alvo de 200 pontos e um stop de 150 pontos.

Os cenários possíveis para essas duas operações são:

Operação 1 operação 2
Ganha Ganha
Ganha Perde
Perde Ganha
Perde Perde

 

 

 

 

Analisando os possíveis cenários, temos uma probabilidade de 25% de fazer 400 pontos no dia, 50% de fechar o dia com 50 pontos e 25% de chances de fechar com 300 pontos de prejuízo.

Ou seja, na média das operações diárias do mês, você fechará positivo em 50 pontos. Nos “piores dias” um prejuízo de 300 pontos sendo compensado pelos ganhos dos “melhores dias”  de 400 pontos.

Você pode expandir essa lógica para a semana, contando pelos cenários dos dias, mas a tabela fica um pouco grande para eu postar aqui no blog…

Já tinham parados para analisar suas operações desse jeito?!

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AHHHH mais pegar 200 pts por dia é mole… eu quero mais…

É fácil sim… difícil mesmo é manter a disciplina e a consistência. Difícil é manter a cabeça no lugar quando está fechando meses seguidos no negativo, um mês pior que o outro, pensando no que poderia ter feito, ou ter pego “aqueles” vários 100 pontos que deixou passar.

Nessa hora esquece de fazer uma conta básica de soma, e ver que se você for de pouco em pouco, respeitando o gerenciamento de risco e controlando o psicológico, você  fechará seu mês positivo com mais frequência, te dando mais confiança e te habilitando  aumentar sua quantidade de contratos. Fácil achar que fazer 150 pontos com 1 contrato é pouco dinheiro, mas esquece que é o mesmo gráfico (ou fluxo) para quem está operando com 10, 100 ou 1000.

Uma coisa que levei tempo para aprender foi que primeiro temos que aprender a sobreviver no mercado, para depois começarmos a fazer dinheiro.

Temos muitos traders que postam boletas exorbitantes e que nos impressionam, mas esquecemos que essas pessoas começaram pequeno. Em qualquer trabalho, você não vai começar de cima, independente do cargo. Primeiro se aprende o trabalho, para depois se desenvolver e começar a ser promovido.

Quando você mantém o respeito, a disciplina e a consistência para pegar poucos pontos, sem pressa, você também terá a disciplina, o respeito e a consistência para pegar mais pontos.

É muito mais fácil, aumentar a quantidade de contratos que você opera, do que aumentar a quantidade de pontos. Pensa nisso!

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Ser Trader: Enxergando além do Óbvio

Preço. Onde vivem? Do que se alimentam? Como se reproduzem? Hoje, no Mente de Trader…

Me responda, o que você vê na figura abaixo? Somente um par de candles? Sério? Nada além disso? Volte aqui ao final do post…
Resultado de imagem para candlestickComo se formam os preços

De acordo com o dicionário Preço é a quantidade monetária que se atribui à troca por um bem ou serviço. Até aí, tudo bem, mas já parou para se perguntar como eles se formam?

De uma maneira geral, um individuo A quer comprar/vender determinado ativo  e define um preço a ser pago/recebido. Um individuo B aceita as condições e recebe/paga o que é solicitado para vender/ter esse ativo. Com essa simples ação, forma-se um preço no mercado daquele ativo.

Formando preços

-Fechamos um preço?! -Fechado!

Aplicando a psicologia

Partindo do exemplo acima, na bolsa de valores temos estas ações sendo repetidas milhares de milhares de vezes, por vários operadores querendo vender e comprar, formando assim os preços, além de fazer com que se movimentem ao longo do pregão

Quando olhamos, do ponto de vista da psicologia, vemos que existe uma infinidade de coisas que movem os operadores a tomar estas decisões de compra e venda. Com certeza, em algum momento das suas operações, você já pensou que “este ativo está muito caro/barato”. E este mesmo pensamento se passa na cabeça dos outros operadores enquanto o preço está em pontos diferentes. Mas uma pergunta que muitos não fazem é, por quê?

Um exemplo: Se você for olhar o preço de um ativo que você nunca viu antes, este preço se tornará um referencial para você. Ao olhar no dia seguinte, esse preço terá sido modificado, para cima ou para baixo, fazendo com que você defina se está caro ou barato, em relação ao preço anterior. E isso é o que te motivará a comprar ou vender, de uma forma simples

Psicologia de massa = Movimento de preço

Quando temos muitos operadores sendo guiados por suas decisões de compra ou venda, normalmente cria-se uma tendência no mercado.  Estas decisões podem ter um motivo mais ou menos racional. Chamamos isso de Efeito Manada

Efeito manda

Tendência criada pela Manada

Não é raro vermos movimentos bruscos de preço no mercado. É comum vermos a ação da “manada” quando saem noticias que são julgadas como importantes pela maioria, fazendo com que operadores interpretem cada um de sua forma, e com isso tomem suas decisões. Vence a opinião da maioria (ou do que tiver a maior parte do mercado)

Tá bem, eu ja sabia disso tudo, não me agregou em nada!

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Será mesmo? Não conseguiu enxergar além do obvio? não pegou as referências? Deixa eu tentar ajudar…

Quando você decide comprar ou vender, é por que, direta ou indiretamente, o conceito de caro ou barato foi ativado no seu cérebro, através da estratégia ou setup que você está utilizando. Quando você olha para um gráfico de candles e vê aquelas velas se formando, você deve enxergar como os operadores estão definindo o que é caro e barato para eles, a partir dos seus próprios conceitos. Quando você vê uma tendência, você deve enxergar que a “manada” está pensando de forma idêntica, movimentando o preço para onde a maioria quer. Quando você vê um padrão de candle, o que você deve enxergar é um padrão de pensamento da maioria dos operadores.

Erra quem pensa que ler o mercado é só olhar se os preços estão subindo ou descendo, se estão formando um padrão X, Y ou Z para operar de forma mecânica.

Ler o mercado de verdade é entender e aplicar corretamente a psicologia seja com você, seja com os outros, conseguindo assim melhorar suas probabilidades de acerto. Não é olhando para um candle, por exemplo, e enxergando uma figura colorida na tela. Vá além do óbvio!

Tem muito mais de psicologia dentro de um candle, do que você imagina…

Agora, volta lá no início do post e me diz o que você está vendo….

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